Only in Portugal

Mesmo depois de 12 anos a viver em Portugal, a sua burocracia e falta de bom senso ainda me consegue surpreender e deixar estupefacto. Tenho um Audi A3 onde decidi meter películas para escurecer todos os vidros traseiros (atrás do Pilar B para usar o termo técnico). Não, não sou um daqueles tipos de “tuning” que acha que ter os vidros do seu 106 todos pretos é “cool”, junto com um tubo de escape que parece um cano de esgoto. A verdade é que tenho um filho de 3 anos que anda no banco de trás do carro e não gosta de apanhar sol através dos vidros, para não falar dos riscos para a saúde dele de apanhar tanto sol.

Sim, há tudo uma panóplia de filtros com ventosas que existe para tentar resolver o problema, mas todas elas sofrem dos mesmos problemas:

  • nunca tapam a totalidade do vidro, e inevitavelmente o sol vai sempre ficar num ângulo para encontrar esses buracos.

  • nunca ficam bem colados ao vidro, muito menos quando uma criança de 3 anos acha piada brincar com as ventosas.

  • não filtram os raios de UV.

  • não se pode abrir as janelas enquanto estão postos.

A solução mais eficaz é ter todos os vidros traseiros escurecidos de maneira que absorvem a grande parte do calor e da luz do sol, e 99% dos raios UV. Não é por acaso que muitos carros novos hoje em dia trazem este tipo de vidro de série. Seja o vidro fumado de origem ou tratado por uma película o efeito é o mesmo, e no caso de películas de boa qualidade e bem aplicadas, é impossível de detectar a diferença.

Ora, se há muitos carros que já trazem os vidros traseiros escurecidos de origem, e se há ainda outros carros (p.ex. alguns comerciais) que nem sequer tem vidros atrás do pilar B, não devia haver qualquer problema em meter películas escuras nos vidros traseiros? Isso foi o que pensei.

Depois de algumas pesquisas na net encontrei a Valdemar Películas em Linda-a-Velha. Pedi um orçamento e eles tinham disponibilidade no próprio dia. Entreguei o carro e foi o buscar duas horas mais tarde com as películas já colocadas. Escolhi películas de 80% opacidade, sendo a opção que mais se aproxima aos vidros escuros que os fabricantes metem de origem. Fiquei satisfeitíssimo com o resultado. O trabalho dos senhores da Valdemar foi 5 estrelas. Paguei €125 que não achei nada caro. O meu filho também já deu o selo de aprovação aos novos vidros escuros, ficou mesmo muito contente.

Mas agora começou o pesadelo. As películas tem de ser legalizadas. Ah pois. Welcome to Portugal. Primeiro é preciso fazer uma Inspecção Categoria “B” do veículo. Uma Inspecção B é exactamente igual à qualquer outra Inspecção Periódica Obrigatória mas em vez de custar €28 custa €98. Para já não percebo porque raio é necessário re-inspeccionar o veículo todo só para ver se as películas estão bem colocadas e com a marca de homologação visível. E ainda por acima, esse trabalho de verificar as películas, que nem 30 segundos demorou, faz a inspecção custar mais €70 do que uma inspecção normal? Isso faz algum sentido?

Tudo bem. Engoli o sapo da inspecção. Mas agora, com o certificado da inspecção, é preciso ir a IMTT averbar o Documento Único Automóvel com a informação das películas. Ao contrário de alterações significativas e importantes como, por exemplo, mudar a cor do veículo ou admitir um novo tamanho de jantes e pneus, que custam ‘apenas’ €30, colocar películas é considerado uma alteração às características do veículo, equivalente a alterações à carroçaria ou transformações de comerciais em passageiros. Isso custa €150 para averbar no DUA. Que falta de bom senso!

Contas feitas a brincadeira dos vidros escuros custou-me €375, dos quais €250 foram para a burocracia da legalização. Legalização de uma coisa que não tem qualquer influencia na segurança nem na condução do carro.

Antes de 2007 era simplesmente ilegal de colocar películas nos vidros dos carros, mas isso não impediu que muito gente o fez, sem quaisquer controlos. Para remediar essa situação o governo criou o Decreto Lei Nº 392/2007 de 27 de Dezembro que torna legal as películas, com algumas restrições, e devidamente homologadas. Mas infelizmente, com o custo da legalização ser o dobro do custo das próprias películas, penso que nada vai mudar. A grande maioria vão por as películas que lhes apetece, sejam elas homologadas ou não, e arriscar a multa. Só os totós certinhos como eu vão fazer as coisas como deve de ser e pagar uma fortuna por isso.

É mais um exemplo do que em Portugal compensa não cumprir.

(Reblogged from parislemon)
(Reblogged from parislemon)

The new iPad

Not iPad 3, not iPad HD, not iPad 2S, just iPad.

A great move by Apple to finally get rid of the model number. It eliminates all the utterly pointless speculation about what the name will be. It also eliminates the possibility of being disappointed when a new iPad or iPhone doesn’t increment its model number and is therefore labelled as a merely incremental update. Lastly, it brings the iPad and iPhone into line with Apple’s other hardware products, which haven’t had model numbers for a very long time.

It’s a smart move which had to happen sooner or later. Can you imagine in a few years time talking about the iPhone 9?

I’m looking forward to the launch of “the new iPhone” this summer.

Piracy and entitlement

The Oatmeal’s brilliant cartoon about piracy sums up the problem better than I’ve ever seen it done before.

By trying desperately to hang on to outdated business models such as regional distribution deals and DVD sales instead of eagerly adopting global electronic content distribution, all the studios are doing is creating much more demand for piracy than would otherwise exist. As iTunes and online movie rental services such as Netflix (and MEO here in Portugal) have shown, if consumers have an easy and reasonably priced way of paying for digital content, they will gladly do so. However, if the content their willing to pay for is not available then pirating it becomes the alternative.

The other point here is that piracy is not, in many cases, causing lost sales. Especially outside of the USA, the movies and TV shows that people are looking for often just aren’t available legally in any format, they can’t buy them even if they want to.

In response to The Oatmeal’s comic, Andy Ihnatko counters with:

The single least-attractive attribute of many of the people who download content illegally is their smug sense of entitlement

The problem is that the internet and globalization have taken the entitlement genie out of the bottle and there’s no way you can put it back. Anyone from Chile to Vietnam who cares can know when each episode “Game Of Thrones” aired (or will be aired) in the US. The demand has been created, and if the studios refuse to fulfill it, the torrents will.

The world does not OWE you Season 1 of “Game Of Thrones” in the form you want it at the moment you want it at the price you want to pay for it. If it’s not available under 100% your terms, you have the free-and-clear option of not having it.

I’d argue that most consumers are not looking for “availability under 100% their terms”. Reasonable terms would be enough. Delays of weeks rather than months or years for example. However, outside of the US the content is often not available legally under any terms, ever. Unlike movies, US TV shows often never get aired outside the US and even when they do it’s often years later. As for digital distribution, just look at how few countries have access to TV Shows in iTunes. ‘Never’ is not a reasonable time frame. Pirating content that isn’t available to buy legally in any form will cause very few moral dilemmas for most people.

v1.3 de Farmácias de Serviço

Acabou de sair na App Store a versão 1.3 da minha app Farmácias de Serviço.

Incluí a opção, pedida por muitos utilizadores, de poder ver todas as farmácias, e não apenas as farmácias de serviço. O botão ‘24h’ no canto superior direito muda entra os dois modos.

Também mostra os vários tipos de ‘serviço’ das farmácias que estão de serviço utilizando cores diferentes nos alfinetes no mapa:

  • Verde: Permanente, aberto 24h.
  • Amaerlo: Reforço, aberto até as 22h.
  • Laranja: Disponibilidade, disponível por chamada. 

Por favor instalem (é grátis) ou actualizem, e se gostam, deixem um comentário na App Store :)

http://itunes.apple.com/pt/app/farmacias-de-servico/id389764591?mt=8

rickwebb:

God. I am getting so fed up with Google. This is this morning’s comparison. I experience this at least once a day now for a variety of things. 

I may not be done with Google yet, but I can see the day I will be on the horizon, and I am looking forward to it. 

(Reblogged from rickwebb)

v1.2 de Farmácias de Serviço

Acabou de sair na App Store a versão 1.2 da minha app Farmácias de Serviço.

Além de ter as localizações das farmácias muito melhoradas, agora também podem ver as farmácias de serviço perto de sua localização. De resto, está mais rápida e mais estável.

Por favor instalem (é grátis) ou actualizem, e se gostam, deixem um comentário na App Store :)

http://itunes.apple.com/pt/app/farmacias-de-servico/id389764591?mt=8

Remembering that I’ll be dead soon is the most important tool I’ve ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything — all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure — these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.
Steve Jobs - via @pedrocustodio (via dramalho)
(Reblogged from dramalho)

Rope-A-Dope, Indeed

parislemon:

Sometimes you want so badly to say “I told you so!” after months of getting kicked in the ass, that you do so without really looking into what you’re writing about. Or even thinking, really.

Such is the predicament Dan Lyons finds himself in today.

The artist formerly known as Fake Steve Jobs wrote the following this morning immediately after hearing about Google buying Motorola:

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(Reblogged from parislemon)